terça-feira, 28 de março de 2017

Arte Humana - Gabriela Fernandes

Todos os dias ao passar pela Heitor Penteado, a caminho da faculdade, noto o desenho do artista plástico Cadumen. Esse desenho especificamente é voltado para o ambiente marinho, tendo como destaque vários peixes que formam uma espécie de barba — podendo fazer referência ao Rei dos Mares, Tritão.
Ao fazer suas obras o artista se inspira na natureza e o principal motivo para isso é o fato de ter nascido no interior. Quando era criança Cadumen disse que era cercado pela natureza e por animais e que quando chegou á São Paulo percebeu que os únicos animais presentes, em sua grande maioria, eram os gatos e cachorros, por isso quando faz suas obras ele faz uso de animais que não estão tao presentes na cidade, como os peixes, no caso da obra citada.
A serenidade nos olhos da pessoa retratada no desenho contrasta com o caos da cidade grande, como se mostrasse que o ambiente marinho fosse o lugar mais calmo do mundo enquanto os cidadãos da Nova York brasileira ficam estressados em meio á todas aquelas buzinas e carros parados. Outra coisa que chama muito a atenção nos desenhos do artista são seus traços perfeitamente delineados, se desenhar uma linha reta na horizontal já um tanto complicado para algumas pessoas, na vertical então, nem se fala!
A arte urbana está cada vez mais reconhecida no mundo, o artista Cadu Mendonça retrata em suas obras a mistura da natureza com a cidade, a riqueza dos detalhes e das cores usadas pelo artista deixam a cidade cada vez mais bela, incentivando cada vez mais a cultura do grafite. Para o artista a arte é um meio para deixa o mundo melhor e quando uma pessoa passa a se ocupar com a arte, ela não se preocupa com as coisas ruins.
Nascido da periferia ele diz que a arte foi uma grande oportunidade para ele e que pode se tornar uma grande oportunidade para os jovens que moram ali e que atualmente é possível ver os jovens com uma grande bagagem artística. O artista tem preferência em pintar na periferia, lugar que já lhe é familiar, porque ali as pessoas são mais receptivas e acolhedoras. Ele diz que ali as pessoas, principalmente as crianças, sempre estão perto dele admirando seu trabalho e perguntando sobre. Em suas palavras: “Na periferia a arte é mais humana.”

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