quinta-feira, 9 de março de 2017

"100 ANOS”- Hans-Peter Feldmann



João Henrique Gonçalves Lima

Na época em que Hans-Peter Feldmamm (Alemão, nascido em 1941), começou a fazer arte no 
final da década de 1960, o pop art e o realismo capitalista, preparavam as pessoas para aceitarem 
objetos cotidianos e imagens da imprensa popular, para a arte fina. Infeliz com suas habilidades 
como pintor, Fieldmann começou um legado, exibindo pequenos livros feitos de cartões postais e 
recortes. Em 2001, Fieldmann deixou de confiar em imagens encontradas, e fotografou 101 
familiares, amigos e conhecidos, todos com idades entre 8 meses e 100 anos de idade. Juntos,
todos os retratos formam uma cronologia da vida humana.

É notoriamente conhecido pelo meio artístico europeu, que durante anos, o artista alemão Hans
Peter Feldmann tem recolhido, classificado, recortado e colado imagens que compõem a base de 
sua obra: fotos amadoras, fotocópias, cartões postais, brinquedos e objetos corriqueiros do nosso 
dia-a-dia, que estão ao nosso redor, que após análise e seleção do artista, as expõe para o 
mercado, de maneira simples e direta. Para isso, Feldmann procura todos os dias uma fonte de 
inspiração para o seu trabalho, que busca sempre mostrar para o público, aspectos da vida 
normal do ser humano.

Este interesse no mundo real das pessoas tem estado presente em sua obra desde o início de 
sua carreira, quando fazia trabalhos impressos, em formato de folhetos “offset”, onde 
representava objetos do cotidiano da sociedade, sempre numa busca obsessiva da imagem 
fotográfica.

Na obra exposta, intitulada “100 ANOS”, Feldmann busca representar a fragilidade do ser 
humano, que nasce, cresce e obrigatoriamente, morre.


Inicia seu trabalho com a figura de uma bebê de 08 (oito) meses, na primeira foto da série, 
seguida por outras 100 imagens de pessoas de sexo distintas, onde cada uma dessas pessoas é 
fotografada com a idade necessária para dar a sequencia pretendida para a obra. Assim, são 
registradas imagens de pessoas com idade que variam a cada ano, até chegar-se à ultima figura, 
uma Senhora de 100 anos.



Neste trabalho, o que interessa ao artista não é a imagem individual de cada uma das figuras, 
mas sim, a série de imagens, que formam um todo, e passam para o público, a concepção e idéia 
do artista para a obra.



É necessário agrupar as imagens, para se ter a dimensão e força do todo. Para o artista, “uma 
imagem é um pedaço de papel, ou seja, apenas um objeto. O todo é o que forma a idéia 
pretendida”.

Para Feldmann, a foto de um homem morto pode fazer-nos sentir pena, e a de uma criança, 
ternura; mas não é a foto que nos produz esses sentimentos, mas sim a nossa mente.









 Para desenvolver o seu trabalho na obra ‘100 ANOS, Feldmann                        fotografou amigos, pessoas desconhecidas, alguns mais íntimos                        e várias pessoas aleatórias, em busca de uma sequência de 
  imagens, que pudessem no seu todo, demonstrar a fragilidade do ser humano, apesar de 
  individualmente, todas as imagens captadas pela sua câmera serem de pessoas viris, saudáveis e 
  alegres.

                                      Após percorrer todo o espaço expositivo, analisando individualmente cada      fotografia, podemos por fim testemunhar que o trabalho de Feldmann                                                    alcançou seu objetivo, pois saímos da sala, com a certeza de que somos humanamente frágeis.














                                         
      Última foto da exposição
Senhora com 100 anos de idade 
                                  
                                          
 














                                                                                                                                               



Quanto: Adultos (25 dólares)/Estudantes (14 dólares)/ Crianças (de graça)
Quando: 25 de fevereiro de 2017, as 13:05
Onde: Museum of Modern Art (MOMA)-Nova York (NY)

Até quando: 12 de março de 2017

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