João Henrique Gonçalves Lima
Na época em que Hans-Peter Feldmamm (Alemão, nascido em 1941), começou a fazer arte no
final da década de 1960, o pop art e o realismo capitalista, preparavam as pessoas para aceitarem
objetos cotidianos e imagens da imprensa popular, para a arte fina. Infeliz com suas habilidades
como pintor, Fieldmann começou um legado, exibindo pequenos livros feitos de cartões postais e
recortes. Em 2001, Fieldmann deixou de confiar em imagens encontradas, e fotografou 101
familiares, amigos e conhecidos, todos com idades entre 8 meses e 100 anos de idade. Juntos,
todos os retratos formam uma cronologia da vida humana.
É notoriamente conhecido pelo meio artístico europeu, que durante anos, o artista alemão Hans
Peter Feldmann tem recolhido, classificado, recortado e colado imagens que compõem a base de
sua obra: fotos amadoras, fotocópias, cartões postais, brinquedos e objetos corriqueiros do nosso
dia-a-dia, que estão ao nosso redor, que após análise e seleção do artista, as expõe para o
mercado, de maneira simples e direta. Para isso, Feldmann procura todos os dias uma fonte de
inspiração para o seu trabalho, que busca sempre mostrar para o público, aspectos da vida
normal do ser humano.
Este interesse no mundo real das pessoas tem estado presente em sua obra desde o início de
sua carreira, quando fazia trabalhos impressos, em formato de folhetos “offset”, onde
representava objetos do cotidiano da sociedade, sempre numa busca obsessiva da imagem
fotográfica.
Na obra exposta, intitulada “100 ANOS”, Feldmann busca representar a fragilidade do ser
humano, que nasce, cresce e obrigatoriamente, morre.
Inicia seu trabalho com a figura de uma bebê de 08 (oito) meses, na primeira foto da série,
seguida por outras 100 imagens de pessoas de sexo distintas, onde cada uma dessas pessoas é
fotografada com a idade necessária para dar a sequencia pretendida para a obra. Assim, são
registradas imagens de pessoas com idade que variam a cada ano, até chegar-se à ultima figura,
uma Senhora de 100 anos.
Neste trabalho, o que interessa ao artista não é a imagem individual de cada uma das figuras,
mas sim, a série de imagens, que formam um todo, e passam para o público, a concepção e idéia
do artista para a obra.
É necessário agrupar as imagens, para se ter a dimensão e força do todo. Para o artista, “uma
imagem é um pedaço de papel, ou seja, apenas um objeto. O todo é o que forma a idéia
pretendida”.
Para Feldmann, a foto de um homem morto pode fazer-nos sentir pena, e a de uma criança,
ternura; mas não é a foto que nos produz esses sentimentos, mas sim a nossa mente.
Para desenvolver o seu trabalho na obra ‘100 ANOS, Feldmann fotografou amigos, pessoas desconhecidas, alguns mais íntimos e várias pessoas aleatórias, em busca de uma sequência de
imagens, que pudessem no seu todo, demonstrar a fragilidade do ser humano, apesar de
individualmente, todas as imagens captadas pela sua câmera serem de pessoas viris, saudáveis e
alegres.
Após percorrer todo o espaço expositivo, analisando individualmente cada fotografia, podemos por fim testemunhar que o trabalho de Feldmann alcançou seu objetivo, pois saímos da sala, com a certeza de que somos humanamente frágeis.
| Última foto da exposição Senhora com 100 anos de idade |
Quanto: Adultos (25 dólares)/Estudantes (14 dólares)/ Crianças (de graça)
Quando: 25 de fevereiro de 2017, as 13:05
Onde: Museum of Modern Art (MOMA)-Nova York (NY)
Até quando: 12 de março de 2017

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