Larissa Rufato Tosi
A exposição com as primeiras fotos da carreira fotográfica de Henri Cartier-Bresson está imperdível. No Centro Cultural FIESP até o dia 25 de junho, a exibição conta com mais de 50 fotos tiradas por ele de 1932, quando adquiriu sua câmera Leica, a 1935, ano em que decidiu estudar cinema.
Bresson foi pioneiro na história do fotojornalismo e criador da Magnum, uma das principais agências fotográficas. Teve muito contato com a arte surrealista, estudando pintura nos anos 1920, na Academia de André Lhote. Seu interesse pelo universo artístico o inspirou mais tarde a buscar a fotografia, encontrando novas formas de extensão da imagem. Todas as suas fotos representam a sua crescente paixão pela fotografia e a grande importância do "momento decisivo" na hora de fotografar. A mostra possui algumas fotos clássicas e outras inéditas, mostrando a trajetória do fotógrafo pela Espanha, Itália, México e França.
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| Pequeno filme que passava repetidamente durante a exposição, sobre a vida do fotojornalista e a época em que fotografou o ano novo chinês. |
Ver suas fotos pessoalmente foi uma experiência incrível, pois já o havia estudado na disciplina de Jornalismo Visual II no começo desse semestre, e suas fotos me despertaram uma enorme curiosidade.
Algumas de suas obras maravilhosas:
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| 1932. Hyères, França. Gelatina e prata sobre papel, 40x50 cm Henri Cartier-Bresson / Magnum Photos Acervo Fundação HCB |
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| 1934. Cidade do México. Gelatina e prata sobre papel 40x50 cm Henri Cartier-Bresson / Magnum Photos Acervo Fundação HCB |
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| 1937. Paris, França. Gelatina e prata sobre papel 50x40 cm Henri Cartier-Bresson / Magnum Photos Acervo Fundação HCB |
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| 1934. Rua Cuauhtemoctzin, México. Gelatina e prata sobre papel 40x50 cm Henri Cartier-Bresson / Magnum Photos Acervo Fundação HCB |
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| Avenida de Maine, 1932. Paris, França. Gelatina e prata sobre papel 40x50 cm Henri Cartier-Bresson / Magnum Photos Acervo Fundação HCB |
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| 1926. Dieppe, França. Gelatina e prata sobre papel 40x50 cm Henri Cartier-Bresson / Magnum Photos Acervo Fundação HCB |
Sempre fui apaixonada pelo universo fotográfico e, por esse motivo, o texto de Bresson exposto no começo da mostra me tocou de forma indescritível. Ele expressa com muita delicadeza a forma com que as imagens podem nos causar emoções muito profundas:
"O imaginário segundo a natureza
A câmera fotográfica é para mim uma caderneta de esboços, o instrumento da intuição e da espontaneidade, o mestre do instante que, em termos visuais, questiona e decide ao mesmo tempo. Para 'significar' o mundo, é preciso sentir-se comprometido com aquilo que se recorta através do visor. Esta atitude exige concentração, sensibilidade, e um sentido de geometria. É com a economia dos meios e, sobretudo, com o esquecimento de si mesmo que se alcança a simplicidade da expressão.
Fotografar: é conter a respiração quando todas as nossas faculdades convergem para captar a realidade fugidia: é o momento em que a escolha de uma imagem representa uma grande alegria física e intelectual.
Fotografar: é reconhecer, num mesmo instante e numa fração de segundo, um fato e a organização rigorosa das formas percebidas visualmente, que expressam e significam este fato.
É pôr sobre a mesma linha de mira a cabeça, o olho e o coração. É uma maneira de viver."
Henri Cartier-Bresson
Henri Cartier-Bresson, primeiras fotografias (Curadoria de João Kulcsár)
LOCAL: Galeria de Fotos do Centro Cultural FIESP.
Av. Paulista, 1313 - Cerqueira César, São Paulo - SP, 01311-200
ENTRADA: gratuita
DATA: até dia 25 de junho
HORÁRIO: das 10h às 20h (com entrada permitida até 19h40)
TELEFONE: (11) 3146-7406














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